terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Buenos Aires - minhas impressões e dicas de viagem

O câmbio
  Primeira coisa que gostaria de falar é quanto ao câmbio. O câmbio varia muito pois os argentinos valorizam muito o Dólar americano e o Real brasileiro, mas é claro que é preciso tomar cuidado. Em muitos lugares de comécio se aceita Real e Dólar até mesmo no shopping, alguns só Dólar, mas a cotação que eles usam não é a oficial e varia muito. No comércio em geral vi câmbio para o real de 0,25 até 0,40 (multiplica o valor em peso por este valor para obter o valor em real). Para o Dólar vi de 0,40 até 0,10. Então se você está com moeda estrangeira para usar lá deve tomar cuidado. O troco eles voltam em pesos. Acho que é razoável ter pesos e também Real ou Dólar e aí na hora ver o que compensa.
  Na rua Florida (calle Florida) é fácil emcontrar quem faça câmbio extra-oficial, e aí facilmente se troca Dólar a 0,1 ou 0,09 e Reais a 0,25. O maior perigo é trocar e pegar dinhiero falso em troca, na hora da troca é bom ter aquelas canetas que mostram se o dinheiro é verdadeiro e os cambistas tem a caneta porque eles também testam o seu dinheiro. É fácil de comprar estas canetas por lá em papelarias porque é muito comum dinheiro falso na Argentina.

Os Taxis
  Sobre os Taxis não tive problemas mas ouvi falar que é muito comum o taxista ficar dando voltas com você, então eu sempre ia com meu celular com GPS para dar uma acompanhada no caminho. Também é comum, caso o turista desavisado tente pagar com notas de cem pesos, eles trocarem por uma nota falsa sem que você perceba e dizer que a sua nota é falsa, te entregando de volta o dinheiro falso e você ainda paga a corrida. Então o ideal é sempre pagar com dinheiro trocado, e prestar atenção caso va usar valores grandes, também é recomendado que se pegue somente taxis registrados, que são os que tem a placa luminosa em cima escrito taxi, e não os que tenham somente pintado na lataria do carro que são os particulares. Nos hotéis e restaurantes eles podem chamr o taxi porém algumas vezes o taxi me cobrou $5,00 (pesos) a mais por ter sido chamado. Os Taxis lá são bem baratos, e cinco pesos é o equivalente a mais ou menos R$1,50. Nenhum taxista me enrolou nem tentou, foi bem tranquilo.
 
O metrô
  Quando cheguei à rodoviária, aproveitei que era de manhã e fui de metrô até o hotel e custou mais ou menos o equivalente a R$1,50. O metrô fica à uns 100m da rodoviária e meu hotel era duas estações de lá. Foi muito rápido, o metrô é antigo, muito limpo e não estava cheio. Ouvi falar que o metrô é lotado, quando usei não estava, ou talvez essa linha não seja. Tentei usar de novo mas a linha que eu ia precisar estava fechada para reforma. Também ouvi dizer que a noite é perigoso usar o metrô. Outra coisa ruim é que o metrô não vai a muitos lugares da cidade, não tem linhas em Puerto Madero nem na recoleta. Caminhando um pouco consegue-se alguma estação que dê acesso, mas não muito perto.




A Cidade
 Achei a cidade linda! Já tinha ido uma vez mas não me lembrava quase nada, dessa vez aproveitei mais. Estava sol, não muito calor, um clima ótimo para ficar andando pela cidade. Achei o trânsito muito tranquilo, acho que o melhor de todas as grandes cidades que já fui. Acho que Buenos Aires tem muito turista, muito brasileiro. As atrações turísticas são bem próximas umas das outras e dá pra fazer muita coisa a pé, o taxi custa barato comparando com os taxis no Brasil.
  Buenos Aires tem muitas avenidas grandes e bem largas e eles dizem que a Av. 9 de Julio é a mais larga do mundo, não se é verdade mas ela é muito larga mesmo.


  Também achei que a cidade tem muitos monumentos por toda parte e tem embaixadas por toda parte! Não sei porque, mas não lembro de ter visto em São Paulo, talvez no Brasil elas não fiquem e São Paulo, talvez Brasília.








  Acho que no Brasil as coisas turísticas, históricas, museus, embaixadas, turistas acabam se dividindo entre Rio, São Paulo e outras cidades, na Argentina tive a impressão que tudo está em Buenos Aires, mais concentrado do que no Brasil.
 
Banheiros públicos
  Achei bem interessante que tinha banheiros públicos por toda a parte, em todos os pontos turísticos no Caminito, na Casa Rosada e próximo ao La Bombonera, no Jardim Japonês, na livraria Ateneo e até nas feiras tinha banheiros químicos. Na Europa e nos Estados Unidos é super dificíl achar um banheiro público.

Os Hábitos Portenhos e a minha impressão da cidade
  Portenho é quem nasce em Buenos Aires, e é chamado assim por estar ali o grande porto do país que sem hábitos diferentes dos nossos aqui do Brasil. Uma das coisas que achei diferente foi que eles sempre trazem pão junto com as refeições e o chá, que eles tomam com muito mais frequêcia, após a refeição o garçon oferece um chá ou café (não só café como no Brasil). Eles também costumam almoçar e jantar mais tarde do que estamos acostumados.
  As gorjetas, chamadas propinas não estão inclusas e mesmo que você pague com cartão é necessário deixar a gorjeta em dinheiro. Cinco anos atrás quase nenhum estabelecimento aceitava cartão, hoje aumentou muito, mas ainda não é como no brasil que quase tudo aceita cartão.
  Em muitos dos restaurantes eu não entendia nada o espanhol e eles acabavam falando em inglês comigo que pra mim foi mais fácil.
  Como era verão e estava bem calor os parques estavam bem cheios e tem muitos parques pela cidade, mas o que achei bem estranho foi que muitos portenhos levam uma cadeira de praia ou um toalha, esteira ou algo assim e vão no parque tomar sol! Colocam lá sua cadeira ou estendem a toalha e ficam tomando sol como se tivessem na praia, muitas das mulheres de biquini e os homens na maioria sem camisa e de short. Achei bem diferente esse hábito!
  De maneira geram adorei a cidade! Não pareceu ser perigosa, mas não é tão segura como Europa, é sempre bom tomar cuidado em qualquer lugar. Achei os argentinos simpáticos.


Hotel em Buenos Aires - Gran Hotel Buenos Aires

  Eu olhei vários hotéis pela internet pelo booking, mas no final fiz o pacote pela agência de turismo e fiquei no hotel que eles me sugeriram. Este mesmo hotel pelo booking custava R$130,00, que é um bom preço. A localização do hotel é muito boa, de lá dá pra ir a pé até a recoleta, tem metrô próximo, e fica bem perto da Av. 9 de Julio, da Rua Florida, da Av. Córdoba e da Av. Santa Fé, que são as principais avenidas de lá e onde estão o comércio e muitos restaurantes, cafés e bares.
  Com uma caminhada um pouco maior chega-se a casa Rosada e a Puerto Madero, mas eu acho que vale a pena pegaro metrô da linha vermelha na Av. 9 de Julio e descer na Plaza Mayo, onde fica a Casa Rosada e de lá ir a pé pra Puerto Madero.  Para ir até o Palermo é necessário metrô ou taxi, a corrida do hotel até o Palermo custou $40,00, que seria uns R$15,00.
  O hotel é num prédio aparentemente antigo, como quase todos os hotéis de lá mas todo reformado. è um hotel bonito com certo luxo. O pessoal da recepção muito simpáticos, gentis e falam português. Cheguei as 7 da manhã, o check in seria as 12:00h e quando fui pedir para guardar a mala eles já me deram um quarto (foi a mesma coisa com uma amiga que se hospedou lá). Eu usei o quarto e saí e quando voltei tinha arrumado o quarto, o que eu não esperava, já que era uma diária só e eu tinah entrado antes da hora. Na hora do check out, guardaram minhas coisas, me deram um papel com o número para retirar a mala, pareceu bem seguro. Eu esqueci uma jaqueta de couro no armário do quarto e quando fui buscar a mala colocaram a jaqueta numa sacola junto com a minha mala (eu ne ia perceber que tinha esquecido).
  O quarto é muito bom, com boas camas, confortável, ar condicionado, internet bem rápida no quarto, frigobar e televisão. Travesseiro e roupa de cama muito boas, com aqueles lençóis super macios. O banheiro muito bom, bem limpo e bonito, com um ótimo chuveiro. A única coisa que achei meio estranho foi que a janela, esconcida por uma cortina, era muito velha e eu não consegui abir pra ver como estava o dia. No quarto tem também um armário grande com um espelhão.













                 


























  O café da manhã está incluso na diária, e é bom, com queijo, presunto, bacon, ovos, pão, croissant doce, iogurte, cereais, suco, leite, café, geléias, cream cheese, manteiga e algumas frutas. Achei que o presunto e o queijo deles são de muito boa qualidade, e o bacon é muito bom, quase sem gosdura e muita carne, não sei se é o do hotel ou se todo bacon na argentina é assim.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Buenos Aires - saindo de Uruguaiana de ônibus

  Resolvi aproveitar que estou morando em Uruguaiana, que faz fronteira com a Argentina e ir no final de semana para Buenos Aires. Depois de muito pergutar por aqui resolvi ir com um agência de viagens, mas agora já aprendi e da próxima vez dá pra resolver tudo sozinha e fica mais barato. Os hotéis em Buenos Aires são relativamente baratos, pelo booking encontrei vários bons hotéis em torno de R$120,00 e R$ 220,00. Fiquei no Gran Hotel Buenos Aires, que custa pelo booking mais ou menos R$130,00.
  Para ir daqui de Uruguaiana vou até a rodoviária de Libres, a cidade vizinha e compro na empresa "flecha bus" a passagem de ônibus leito até Buenos Aires.




 















  Comprando ida e volta eles dão desconto na volta e custou em Pesos argentinos $410 ida e $328 volta (Se considerar o cambio a 0,30 seria R$220,00 ida e volta) . Compradas as passagens, reservo o hotel pela internet e pego um taxi até a rodoviaária de Libres, que custa entre R$20,00 e R$30,00. No caminho o taxi para na aduana e espera fazer a imigração, que pode ser com RG ou passaporte. O ônibus é bom, tem uma poltrona bem confortável que deita bastante e servem jantar e café da manhã, nada muito especial, mas é razoável. Achei um pouco pior que comida de avião em vôo internacional.
  Tem vários horários, eu fui num ônibus que saiu na sexta feira as 23:00h no horário do Brasil que são 22:00h no horário da Argentina (que não tem horário de verão). Cheguei em Buenos Aires quase 7:00h do sábado. Na volta peguei o ônibus na rodoviária de Buenos Aires (que eles chamam de terminal Retiro) as 21:00h no horário argentino e cheguei aqui em Paso de los Libres (fronteira com Uruguaiana) as 7:30h no horário do Brasil. Portanto são mais ou menos 9 horas de viagem, como vim dormindo, e a poltrona é confortável dá tranquilamente pra passar o fim de semana em Buenos Aires.
  Chegando a Paso de los Libres poderia chamar um taxi no Brasil, lá da rodoviária funciona o celular pelas empresas brasileiras, então não paga o roaming internacional. Eu acabei pegando um taxi de lá mesmo que me cobrou $100,00 pesos argentinos, que seria o equvalente a R$25,00 ou R$30,00 dependendo do câmbio. Da mesma maneira que na ida, o taxi espera para que eu faça a imigração na volta.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Restaurantes na Europa

  Por causa dos mercados de natal eu quse não fui à restaurantes em Paris, e quando passei e vi o cardápio que fica na porta em alguns deles achei bem carinho. Normalmente um prato fica em torno de $15,00 a $25,00. O único restaurante que fui em Paris foi o retaurante da galeria Lafayette, que tem o mesmo nome da galeria e fica no último andar. Lá em cima tem outros restaurantes menores, mas este ocupa quase o andar todo. A galeria é linda, com muitas lojas de grife (tudo muito caro), e é um bom passeio.
  Da mesa dava pra ter uma bela vista da cidade, e a comida era bem gostosa e não muito caro, além de ter uma infinidade de opções. É um tipo de self-service, com várias partes separadas, em cada uma das partes um tipo de comida e o preço: saladas, sopas, sobremesas, carnes e massas... Em algumas das partes como na massa e na carne você escolhe e tem uma pessoa que faz para você, em outras como na sopa ou salada tem o valor de um prato ou tijela e você pode se servir.





















 Nessa viagem acabei não indo a nenhum restaurante em Bruxelas, só em dois bares, já que fiquei lá só uma noite. O primeiro bar que fui foi o famoso Delirium, que é um bar que só tem turistas e está sempre lotado. Chegamos e ficamos num banco do balcão, tomamos uma boa cerveja.



















  Em Amsterdam foi onde fui a mais restaurantes, eles não eram muito baratos, mas um pouco mais baratos do que em Paris e acabei tendo mais tempo de ir em Amsterdam. Adorei a comida holandesa que provei lá. Fui em três restaurantes de comida holandesa e gostei muito dos três, os pratos eram em torno de $15,00 e $25,00.
   Gosto de pesquisar na internet em blogs antes de ir alguns restaurantes e marco no mapa onde eles ficam, o que servem e o preço mais ou menos. Aí quando estou na cidade vejo o que fica melhor pra ir. Resolvi então seguir a sugestão de um blog e fui no Haesj Claes, restaurante típico holandês, com um ambiente muito acolhedor e agradável. Logo que sentei a garçonete me alertou para colocar a bolsa do outro lado pois estava perto da porta e eu estava a umas 5 mesas da porta! Mas segui o conselho, que foi dado de maneira bastante cordial e simpática. Ela me perguntou de onde eu era e em que idioma queria o cardápio (inglês, francês, espanho ou holandês), escolhi o inglês e mesmo assim era bem difícil de entender.




Logo ela me trouxe um pão e manteiga que estavam maravilhosos! Que manteiga boa que eles tem por lá!


Escolhi o Stamppotem, que é um tipo de purê de batatas mas com algum outro vegeal misturado e é bem típico, tinha tres opções: com cebola e cenoura, com repolho no vinagre (chucrute) ou o do dia, que perguntei o que era mas não entendi nada, então fiquei com o de chucrute. O prato vinha acompanhado com bacon e salsichão tipo alemão. Estava muito bom e a porção bem generosa, custou $15,95. Eu estava de olho na sobremesa: warm cherries with ice cream (cerejas quentes com sorvete!), mas comi demais e não consegui provar a sobremesa.



  Uma francesa que estava no meu quarto me convidou para jantar e saímos andando por perto do hostel a procura de um restaurante, e achamos o "The Blauwe Hollander", escolhemos este por ser de comida holandesa. Foi uma refeição bem animada e agradável. A comida estava muito boa e adorei conhecer esta francesa. A conta com estes três pratos e mais duas cervejas ficou em mais ou menos $30,00.




 

  O mercado Albert Cuypmarkt, que é um mercado de rua, tipo uma feira, que acontece todos os dias lá em Amsterdam é ótimo para refeições na rua. É uma feira enorme e tem de tudo: pilhas, cosméticos, sapatos, roupas, bolsas, comida italiana, conservas, queijos, flores, frutos do mar, peixes (crus), frutas, verduras, legumes, sucos, chocolate, batata frita, frango assado... Muitas coisas bem baratas, coisas muito gostosas e bem bonito de se ver. Lá tomei um suco natural que estava ótimo e custou $3,00, uma batata frita maravilhosa com maionese (uns $4,00) e um croquete.
   Almocei num outro restaurante recomendado num blog, o Moeders. O ambiente era bem descontraído e agradável a comida estava maravilhosa. Esse restaurante costuma ter filas grandes no jantar, fui então no almoço e cheguei cedo, 12:00, estava vazio mas quando saí já tinha bastante gente.

Nas paredes do restaurante tem fotos de pessoas com suas mães:


Lá experimentei essa "cerveja" Liefmans Fruitesse, que na verdade é quase um refrigerante ou um vinho frisante, é cerveja de fruta, cereja, que deve ser servida com gelo. Eu adorei, tá longe se parecer cerveja, mas é uma delícia!!

Comida perfeita, escolhi costela de porco acompanhada de salada de repolho, batata frita que estava perfeita e esses três molhos a base de maionese: rosê, maionese e ervas. O prato custou $15,00 e a cerveja mais uns $4,00. Uma refeição maravilhosa e vinha muita comida! De novo não coube a sobremesa...


Em todos os restaurantes que fui em Amsterdam deram essa bala de caramelo e café que é uma delícia! E eu não gosto de bala de café!


  Em Amsterdã fui também no Albert Cuypmarkt que é uma feira ou mercado de rua que tem de tudo, não só coisas de comer, mas as coisas de comer lá são ótimas. Nada de comida mesmo, mas muitas opções para beliscar. As frutas são lindas, comprei meio quilo de cerejas por $2,50, foi uma ótima compra pra comer enquanto caminhava no outro dia. Tomei um suco natural muito bom por $3,00, uma batata frita maravilhos acom maionese e um croquete. Provei também numa barraquinha italiana uma azeitona recheada com cream cheese e uma marinada de um tipo de frutos do mar que não identifiquei, a aparência era de camarão mas era mais consistente, diferente de camarão. Tudo era barato e bem gostoso por lá.