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terça-feira, 21 de março de 2017

Planejando minha viagem pra europa

  Estou planejando uma viagem para a Europa para abril de 2017 e tenho algumas dicas para esse planejamento. Obviamente cada pessoa tem seu ritmo e aqui vou listar o que me foi útil. Além desta viagem já fiz várias outras (várias estão em vídeo no meu canal do Youtube: Fernanda Belletti https://www.youtube.com/channel/UCvm0edjz28EKku-2TYFx6wg) e com a experiência aprendemos muitas coisas. A maioria das coisas aqui se aplicam a qualquer viagem, mas estou me baseando principalmente na viagem à Europa.
  Este post vai ser enorme e bem detalhado de tudo que eu pesquiso antes de viajar.
  Para entender melhor meu perfil, eu gostaria de me apresentar melhor. Eu gosto muito de conhecer grandes cidades, capitais e também cidades menores mais românticas. Não gosto muito de praia. Gosto de inverno. Procuro ficar em hotéis baratos para diminuir o custo com hospedagem e procuro vôos o mais baratos possíveis. Não costumo levar muita bagagem para facilitar a locomoção. Tento sempre economizar com transporte, evitando taxis e usando muito transporte público. Gosto muito de provar a comida local e conhecer comidas típicas, as vezes gastando um pouco mais para conhecer um restaurante específico porém não gastando demais com isso. Na Europa por exemplo procuro gastar entre 10 e 15 euros numa refeição e em geral faço uma grande refeição no dia e na outra como um kebad, um sanduíche, uma sopa e essas coisinhas rápidas e baratas, o que economiza na comida. Também costumo comprar itens de café da manhã no supermercado e, além de comer de manhã no hotel (quando não tem café da manhã) andar com eles na mochila para comer durante o dia. Sempre uso sapatos e roupas confortáveis para poder andar muito o dia todo e conhecer o máximo possível da cidade. Costumo andar muito e amo conhecer pontos turísticos famosos, tento ir em todos. Não sou muito fã de museus em geral, porém alguns me maravilharam. Em geral escolho alguns mais famosos mas não passo o dia todo num museu, e prefiro os museus relacionados a história ou ciência do que obras de arte.
  Costumo planejar muito bem as minhas viagens. Gasto muito tempo com isso, mas pra mim é um grande prazer, inclusive adoro ajudar amigos a planejar as viagens deles. Eu aproveito muito essa fase de pesquisar tudo sobre o lugar. Além disso, com planejamento eu consigo evitar muitos gastos desnecessários, evitar situações complicadas como me perder ou não ter pra onde ir, e também consigo evitar desperdiçar tempo na viagem. Sabendo direitinho que horas funciona um ponto turístico eu evito de ir até lá e não conseguir entrar ou até mesmo não ter mais tempo pra voltar depois e acabar perdendo uma grande atração. Com relação a hotel, com uma boa pesquisa eu já sei o que vou encontrar e evito cair em ciladas!

Entender se a fonte da informação está dentro do seu perfil 

  Uma coisa importante e útil é procurar informações em Blogs de viagem, porém nesta busca de informações eu costumo tomar alguns cuidados. É extremamente importante entender as características da pessoa que está dando a dica para saber se esta dica se aplica a você. Eu, por exemplo, aqui no meu blog, não sou uma ótima escritora, pelo contrário, mal tenho tempo para escrever e muito menos ficar revisando o texto. Tudo que eu escrevo tem o objetivo de informar alguém que esteja precisando saber sobre o assunto que estou escrevendo e documentar pois eu mesma posso precisar destas informações no futuro. Costumo muito reler posts para relembrar sobre lugares pra onde já fui e até mesmo para recomendar pra alguém que me pergunte. Apesar disso, tenho dicas úteis para pessoas que viajam com o mesmo estilo que o meu.
 Podemos cair em armadilhas se considerarmos, por exemplo, como uma dica importante a visita a um restaurante com preço fora do nosso orçamento. Muitas vezes a idéia de "valer a pena" é muito relativa e nem todo mundo irá concordar. Então uma pessoa pode considerar que um restaurante com estrelas michelin, com certeza muito bom, é uma experiência imperdível e outra pessoa pode preferir ficar em hotel melhor ao invés de gastar mais em restaurantes, ou até mesmo diluir esse valor em todas as refeições da viagem. Para algumas pessoas o orçamento permite todos esses itens e para outras será necessário fazer escolhas. Como no meu caso meu orçamento não é tão liberado, eu costumo fazer boas pesquisas para fazer escolhas conscientes do que prefiro gastar mais ou menos, pensando no custo benefício.

 Escolher o destino principal

  Para escolher o destino principal, isto é, a principal cidade da viagem (depois escolho se de lá vou pra alguma outra), levo em conta diversos fatores, como por exemplo o preço do vôo, que logo mais explicarei como pesquiso. Eu costumo fazer uma lista dos lugares que desejo ir e começo a pesquisa para ver a diferença de preços nos gastos principais (hospedagem e estadia) e comparo ao meu orçamento. Para mim, o custo da viagem é um fator limitante. Também olho pelo booking.com o preço de alguns hotéis simples para ter idéia do custo da cidade com hospedagem. Percebi por exemplo que um hotel no Alaska era muito mais caro do que em Bruxelas e além disso no Alaska os passeios também são muito caros. Paris e Amsterdã também apresentam custos muito altos com hospedagem, já as cidades menores da Alemanha não são tão caras.
  Faço então uma pesquisa rápida de preço de passagem e hospedagem, que são os maiores custos das minhas viagens e já consigo definir os locais pra onde prefiro ir baseado no custo. Nem sempre eu excluo lugares que já visitei dessa busca. Um vôo pra Paris costuma ser bem mais barato do que um vôo para Moscou por exemplo.
  Eu considero que eu viajo bastante, e muitas vezes eu retorno para lugares que já fui. Engraçado isso! Racionalmente eu preferiria conhecer novos lugares ao invés de voltar a um que já fui, porém a vida muda nossos planos e nos mostra oportunidades que não esperávamos. Por este motivo acabei voltando várias vezes ao mesmo lugar (fui três vezes para Las Vegas, três para Bruxelas, três para Paris e estou programando a quarta vez - parece que o número três é um bom número!). O mais estranho é que antes dessas viagens todas eu consideraria um grande desperdício voltar tantas vezes em viagens tão caras e agora estou mudando de opinião. 
  Cada vez em um lugar é única, muda a estação do ano, a compania, a nossa maturidade e tudo isso faz cada viagem única. Eu, hoje em dia, quero voltar a alguns lugares que já fui ao invés de ir para um lugar novo que no momento não considero importante. Acredito que isso se deve ao fato de eu já ter ido à maioria dos lugares que eu sonhava em conhecer. Conheço muito da Europa e Estados Unidos, e mesmo assim prefiro voltar a estes lugares ao invés de ir para Tailândia por exemplo, que é um lugar cobiçado por muita gente e considerado imperdível.
  Claro que eu considero na escolha do destino as minhas preferências pessoais e das pessoas que pretendem viajar comigo, e às vezes precisamos ceder um pouco nessa questão. Eu não gosto muito de praia, e considero um certo desperdício passar muitos dias numa praia. Prefiro cidades, porém eu achava que gostava mais de cidades grande, capitais, mas acabei conhecendo cidades pequenas que também me conquistaram muito. Adoro frio, e viajar no frio pra mim não é um grande problema. Uma vez viajei com uma amiga para Londres no final de dezembro, pra ela foi um trauma e nunca mais ela quer viajar no inverno, já pra mim não vi problema nenhum nisso. Pelo contrário, percebi que viajar com muito calor é que acho ruim, me sinto cansada, só quero ficar em ambientes fechados, andar no sol cansa demais!!

  A título de curiosidade eu já fui para: 
  • Miami - Estados Unidos
  • Nova Iorque - Estados Unidos
  • Key west - Estados Unidos
  • Orlando - Estados Unidos
  • Everglades - Estados Unidos
  • Las Vegas - Estados Unidos
  • São Francisco - Estados Unidos
  • Santiago - Chile
  • Buenos Aires - Argentina
  • Passo de los libres - Argentina
  • Riveira - Uruguai
  • Vina del mar  - Chile
  • Val Paraíso - Chile
  • Belém -  Brasil
  • Ilha do marajó - Amazônia - Brasil
  • Maceió - Brasil
  • Fortaleza - Brasil
  • Salvador - Brasil
  • Arraial dájuda e Trancoso - Barasil
  • Curitiba - Brasil
  • Florianópolis - Brasil
  • Porto Alegre - Brasil
  • Gramado - Brasil
  • vários destinos no estado de São Paulo - Brasil
  • San Andrés - Colômbia
  • Paris - França
  • Lille - França
  • Versailles - França
  • Vicennes - França
  • Bruxelas - Bélgica
  • Ghent - Bélgica
  • Bruges - Bélgica
  • Antuérpia - Bélgica
  • Asse - Bélgica
  • Amsterdã - Holanda
  • Zaanse-schans - Holanda
  • Maastricht - Holanda
  • Viena - Áustria
  • Praga - República Tcheca
  • Budapeste -  Hungria
  • Berlim - Alemanha
  • Potsdam - Alemanha
  • Sachsenhausen - Alemanha
  • Madrid - Espanha
  • Toledo - Espanha
  • Londres - Ingalterra
  • Windsor - Inglaterra
  • Molesey - Inglaterra
  • Edimburgo - Escócia
  Lugares que gostaria de conhecer um dia (misturei países e cidades específicas):
  • Moscou - Rússia
  • São Petesburgo - Rússia
  • Alaska
  • Islândia
  • Finlândia
  • Dinamarca
  • Ushuaia - Argentina
  • Atacama - Chile
  • Suécia
  • Grécia
  • Itália
  • Croácia
  • Espanha
  • Portugal
  • Istambul
  • Serra gaúcha - Brasil
  • Canadá
  • México
  • Estocolmo
  • Veneza
  • Marrakesh 
  Irei em abril para Madri (novamente), Paris (novamente) e Roma e em outubro irei para Alemanha fazer o vale do rio Reno de carro, parando em diversas cidades pequenas e depois indo até Bruxelas e Amsterdã.
  Muitas dessas viagens não foram escolhidas pelo destino exatamente, mas sim por condições que facilitavam a ida até lá. Por exemplo, para Bruxelas eu só fui porque estava no meio do caminho entre Paris e Amsterdã, para Las Vegas só fui por ser uma viagem a trabalho e para São Francisco só por ter um congresso e por já estar em Las Vegas. Bruxelas, se não fosse pela localização, talvez eu nunca tivesse ido, e depois foi meu destino de escolha para fazer um curso rápido de inglês. Madri só fui por ser uma escala do vôo até Bruxelas, e resolvi parar lá por dois dias, já que não aumentaria o custo com passagens.
  É muito importante, principalmente na Europa, escolher uma cidade, ou algumas, para a qual você realmente quer ir, e depois escolher cidades próximas que vale a pena fazer bate e volta no mesmo dia, ou acrescentar no roteiro. 
  Vale mais a pena você escolher a cidade e ir pra outros lugares próximos do que ficar perdendo tempo e dinheiro com grandes deslocamentos. Se você quer ir à Paris e Budapeste, talvez sejam melhor dividir em duas viagens diferentes. Quando for à Paris, fica mais fácil conhecer Bruxelas, Londres e Amsterdã, já que além de avião e trem comum você pode optar pelo trem rápido que liga estas cidades, economizando tempo e dinheiro. 
  Também facilita muito a viagem se você não escolher destinos demais. Cada vez que você for viajar de avião irá perder em torno de uma hora de deslocamento até o aeroporto, uma a duas horas de espera no aeroporto e mais uma hora do aeroporto até o hotel seguinte. Além de dinheiro, tempo também vale muito numa viagem, e esses deslocamentos custam muito dos dois. Já ir de trem, as vezes fica mesmo preço, porém você não vai perder tanto tempo pela questão do aeroporto. 
  Pense também nas suas malas quando escolher para quantos destinos você vai, afinal você vai ter que ficar levando suas coisas com você.

Fazer as malas 

 Outra coisa custosa numa viagem é andar com malas pra lá e pra cá. Eu não consigo levar só uma mochila, em geral levo uma mala grande. É bem trabalhoso ficar juntando todas as suas coisas pra mudar de cidade/hotel e ter que levar suas coisas até lá. Se voce não pretende gastar muito com taxi, terá que carregar sua bagagem todas as vezes que mudar de hotel e de cidade. Em muitos metrôs não terá escada rolante e nem elevador. Então pense sempre nisso na hora de fazer uma mala muito grande ou muito pesada. Eu tenho um vídeo no Youtube da mala da minha primeira viagem pra Europa: https://www.youtube.com/watch?v=0g6l5aptkVA 
  Quando levo uma mala um pouco menor em geral é porque pretendo trazer muitas compras. Caso não pretenda fazer compras viajo com uma mala grande.
  Ter uma única mala e mais uma mochila (que levo no avião comigo) facilita muito. Quando eu saio do aeroporto e pego um metrô até meu hotel, eu consigo perfeitamente levar sozinha todas as minhas coisas, sem muito perrengue!
  Claro que numa viagem pra lugar calor fica mais fácil levar poucas roupas do que no frio, que teremos roupas mais volumosas. Mas de qualquer forma costumo pensar no peso da mala que eu consiga carregar sem muita dificuldade se tiver que subir escadas.
  Uma bolsa lateral dificulta bastante na hora de levar a mala mais a bolsa numa escada, então eu prefiro mochilas. Um sapato confortável também facilita andar pra lá e pra cá com a mala.
  Aqui no blog tenho um post com uma listinha de itens para fazer as malas. Obviamente nem sempre eu levo tudo que está na lista. Mas eu consulto essa lista pra fazer a mala e ir decidindo o que eu quero ou não levar. http://fernandaeflaviabelletti.blogspot.com.br/2013/12/o-que-levar-na-mala-de-viagem-toda-vez.html
  Eu costumo arrumar a mala com certa antecedência (1 a 2 semanas). Enquanto arrumo eu anoto num papel uma lista de itens que eu ainda não posso guardar na mala porque ainda vou usar, mas que não quero esquecer (ex: carregador de celular). Depois de ter a mala quase pronta até o dia da viagem, se vou lembrando de alguma coisa vou anotando nessa lista e, um dia antes ou no dia da viagem, finalizo a mala.

Comprar o Vôo

  Antes de comprar o vôo, vale a pena fazer algumas simulações baseadas na região que você irá conhecer. 
  A primeira coisa que eu faço é simular o vôo para a cidade principal que escolhi ir, por exemplo Bruxelas. Gosto de usar o site decolar.com, pois nele tenho a opção de consultar os preço numa data específica e ver a variação de preços até três dias antes e três depois. No mesmo site tenho a opção de colocar um alerta para que me avisem se tem vôo para o destino com preço abaixo de um valor que eu escolher e ainda consultar o preço de diversas companhias.
  Em geral eu coloco o alerta no Decolar e eles me mandam e-mail quando existir um vôo abaixo de determinado valor e vou acompanhando. Caso não abaixe o preço eu compro em torno de 6 meses antes da viagem. Para quem tem sangue frio e quer esperar mais pode ter vantagem, mas eu gosto de planejar com muita antecedência.  
  Quando encontro um preço razoável, eu verifico quais as paradas do vôo, porque caso seja um lugar que eu queira conhecer, estendo a parada para um ou dois dias e não irá aumentar o valor final da passagem. Então, por exemplo, pesquisei Bruxelas e o vôo fazia escala em Madrid. Decidi que preferia conhecer Madrid, ficando lá dois dias. Então eu coloco na pesquisa a opção "múltiplos destinos" e acrescento Madrid à minha viagem. Caso não me interesse, eu compro sem mudar nada, fazendo somente a escala em Madrid.
  Quando o vôo é em um único destino, eu procuro o mesmo vôo direto no site da companhia que o Decolar indicou como sendo mais barato, porque assim não pago a taxa do Decolar. Vale ressaltar que essa taxa é bem baixa (no meu último vôo acho que foi R$45,00) então nos casos de muitos vôos, parando em muitos lugares  e utilizando companhias aéreas diferentes, vale a pena comprar pelo Decolar mesmo. Além disso, sendo uma viagem comprada todas as passagens juntas, a companhia aérea é que se responsabiliza caso tenha atrasos e você perca o vôo seguinte. Comprando todas as passagens juntas todas terão o mesmo limite de bagagem internacional (isso pode mudar com a nova regra que está para ser aprovada no Brasil). Por esse motivo, para múltiplos destinos eu compro pelo Decolar.
  Antes de comprar o vôo eu pesquiso quanto custam os deslocamentos internos (por exemplo,  de Bruxelas à Paris) e verifico quanto custaria de trem, ônibus, alugando carro e avião e aí decido se já compro o vôo interno junto ou não. Em geral fica mais barato comprar todos os vôos juntos do que comprar depois um trecho separado, então o ideal é no momento da compra do vôo do Brasil para a Europa já definir quais vôos internos tenho interesse. Muitas vezes acrescentar vôos internos curtos alteram muito pouco o valor final da passagem.

Definição de datas

  Para escolher as datas, primeiro vejo quando posso tirar férias, é claro! 
  Costumo tentar marcar em épocas do ano sem férias escolares, evitando os meses de janeiro, junho, julho, agosto e dezembro. Também dou preferência a meses de temperatura amena, que são março, abril, maio, setembro, outubro e novembro. Claro que dependendo do lugar posso preferir épocas de mais ou menos calor e dependendo do lugar novembro pode ser frio demais! Também pesquiso quais os meses de chuva no local escolhido, porém essa é uma decisão secundária, porque essa previsão pode falhar facilmente. Para ir pro caribe ou Miami, é bom lembrar que tem uma temporada de maior incidência de furacão.
  Também costumo olhar se tem eventos importantes na cidade em questão, em que épocas acontecem e se eu quero ou não participar. Lembrando que em épocas de grandes eventos a cidade fica cheia, dificulta a locomoção e a visita a pontos turísticos, além de aumentar os preços com hospedagem. caso eu não vá participar destes eventos será melhor evitar estas datas.
  Tomo cuidado também com grandes feriados como Natal e Ano novo para ver se será possível conhecer as coisas principais ou se elas estarão fechadas nos dias em que estarei na cidade. Ou se por ser essa época será bom colocar um dia a mais em determinada cidade. O feriado do dia do trabalho, primeiro de maio, também costuma fechar muita coisa.

Quantos dias em cada lugar

  Costumo sempre pesquisar brevemente as cidades principais da viagem para decidir o tempo em cada uma. Faço uma busca rápida, procuro em Blogs de viagem pelo google as palavras "quantos dias ficar em Paris" e também "roteiro de 4 dias em Paris" e com base nessa pesquisa rápida decido o tempo nas cidades maiores. Em cidades menores considero 1 ou 2 dias suficientes. 
  Sempre dou uma olhada nos bate e volta possíveis e cidades na região. Nessa viagem que farei em abril, para Roma, acabei comprando a passagem na correria e não tive tempo para esta pesquisa. Aconteceu que depois descobri que Capri fica super perto e com super fácil acesso, porém terei tão pouco tempo em Roma (4 dias) que não será possível conhecer Capri, que é um dos lugares mais lindos do mundo!
  Na minha opinião, o tempo necessário nas cidades que visitei incluindo os bate e volta para lugares imperdíveis na vizinhança:
  • Paris 5 dias
  • Amsterdã 3 dias
  • Bruxelas 4 dias  
  • Berlim 4 dias
  • San Andrés 4 dias
  • Miami 4 dias
  • Las Vegas 5 dias
  • San Francisco 4 dias
  • Nova Iorque 5 dias
  • Orlando 6 dias
  • Santiago 4 dias 
  • Buenos Aires 3 dias
  •  Madrid 3 dias
  • Londres 5 dias 
  • Edimburgo 2 a 3 dias
  • Budapeste 3 a 4 dias
  • Praga 3 a 4 dias
  • Viena 2 a 3 dias

  Definição final de destinos

  Decidido a cidade ou as cidades principais para onde irei, e compradas as passagens começo a olhar o que tem próximo a elas para definir se quero fazer bate e volta para alguma cidade próxima. Eu acabei tomando um grande gosto por cidades pequenas na Europa,  então eu acabo sempre tentando conhecê-las. Ficar trocando a cidade de hospedagem pode ser bem trabalhoso, então quando possível eu prefiro ficar em uma única cidade e de lá ir conhecer durante o dia alguma cidade próxima.
  Quando fui a Bruxelas, fiz bate e volta para Lille na França, Maastricht na Holanda e mais quatro cidades na Bélgica. Eu fiquei em Bruxelas 15 dias, fiz curso de Inglês lá, e nos finais de semana tentava conhecer cidades vizinhas e durante a semana a tarde, após o curso, conhecia Bruxelas.
  Somente após a definição clara de todas as cidades que irei e quantos dias em cada uma é que procuro os hotéis. Porque pode acontecer de preferir pernoitar em algumas delas.

Hotel

  Costumo usar o Booking.com ou Hotéis.com para escolher hotéis. O Hotéis.com tem a vantagem de ter um programa de fidelidade, então a cada 10 estadias você ganha uma com a média dos preços pagos. Apesar disso, muitas vezes eu prefiro o Booking.com. No Booking a variedade de hotéis é maior e costuma me agradar mais. O Booking tem um programa de fidelildade diferente, que dá alguns descontos para clientes frequentes. No Booking na maioria das vezes o pagamento só é feito no hotel (as vezes é diferente) na moeda local e muitas vezes você pode cancelar até dois dias antes da data da reserva. O Hoteis.com tem um funcionamento parecido, porém você sempre terá o preço já em reais, não variando com o câmbio do dia da sua viagem, além disso você pode escolher já ir pagando parcelado ou pagar no hotel.
  Coloco então no Booking o destino para onde irei e as datas e ordeno por preço. Começo a olhar do mais barato pro mais caro quando a qualidade dos hotéis começa a ser aceitável. Se achar um hotel bom, porém não tenho tempo de pesquisar bem na hora e o cancelamento for grátis, eu já reservo e depois pesquiso melhor. Não é raro eu fazer várias reservas para mesma data e destino para escolher com calma depois. E então escolhido o hotel eu cancelo os demais da mesma cidade.
  Selecionado alguns hotéis verifico com atenção detalhes importantes como: o tipo de quarto (se tem banheiro ou se é compartilhado), se tem café da manhã incluído, se estacionamento é gratuito (nas cidades em que alugo carro) e coisas desse tipo. Alguns acabo já descartando por causa destes itens. Depois olho com atenção algumas avaliações de hóspedes e a nota geral do Booking feita por hóspedes. Feito isso Procuro o mesmo hotel no site TripAdvisor, e vejo a nota e algumas opiniões de hóspedes. Tenho o cuidado de observar que tem pessoas com gostos e nível de exigência muito diferente do meu avaliando nesses sites. Quando alguém avalia como péssimo, eu olho os motivos que a pessoa descreveu, ás vezes era só porque o hotel não tinha elevador, ou porque a recepção não era 24horas, outras vezes porque tinha rato nos quartos ou os quartos eram muito sujos, ou tinha percevejos no colchão!!!! Então eu avalio com muito cuidado as opiniões das pessoas neste tipo de site. Em geral, em hotéis mais caros e mais alto nível a exigência dos hóspedes também aumenta, e as notas abaixam um pouco. Outra coisa importante é que muitas vezes um hotel tem nota muito alta porém muito poucas pessoas avaliaram. Eu prefiro um hotel com nota não tão alta porém que mais pessoas avaliaram. Uma nota acima de 4 (de 0 a 5) no trip advisor com mais de mil avaliações é quase uma garantia de ser um hotel muito bom. No Booking a nota vai de 0 a 10, entao acima de 7 já é bom e acima de 8 quase certeza de sucesso.
  Eu faço um calendário com os dias da viagem num papel e vou anotando certinho as datas e horários de vôos e reservo os hotéis com muito cuidado pra não errar a data. Reservar com antecedência ajuda a garantir um preço melhor.

Fazer um roteiro - pontos turísticos, lojas e restaurantes

  Claro que um pouco de liberdade para escolher na hora mudar de planos todo mundo sempre vai ter e isso vai acontecer com frequência por mais que eu planeje um viagem. Isso faz parte da magia de estar num lugar novo e também de aproveitar  oportunidades que surgem. Porém isso não torna meu planejamento desnecessário, pelo contrário, tendo muita informação sobre o lugar onde estou eu consigo tomar a decisão de mudar meus planos com muito mais consciência.
  Após definido o local para onde irei e reservados os hotéis eu começo a busca por pontos turísticos. Eu amo ir a pontos turísticos famosos, aqueles lotados de gente que querem ver a mesma coisa. Se tanta gente quer ver um lugar eu também quero! Deve ter um grande motivo pra tanta gente querer estar lá! Então eu procuro pelo google os pontos turísticos da cidade. Faço uma lista com o nome de todos e defino alguns que eu considero imperdíveis e outro que irei somente se sobrar tempo. Por exemplo, eu fui três vezes pra Paris e nunca fui no Louvre, simplesmente porque preferi outros lugares. Dessa vez que vou agora em abril irei no Louvre, porque agora me pareceu uma boa opção. 
  Definidos os pontos turísticos eu imprimo um mapa do google. Para cidades maiores imprimo partes da cidade em folhas diferentes para conseguir ver as ruas do mapa. Marco então de caneta os pontos turísticos com um x e um número, que depois irei colocar numa folha as informações do ponto. Com outra cor de caneta anoto lojas que gostaria de ir (em geral são poucas e de coisas baratas). E com outra cor ainda anoto restaurantes.
  Feito isso utilizo uma outra folha para anotar os números com o nome do ponto turístico correspondente no mapa. Em frente ao nome do ponto turístico pesquiso e anoto informações principais do local como preço, horário de funcionamento e se devo comprar antecipadamente pela internet.
  Faço o mesmo com lojas e restaurantes. Para os restaurantes eu anoto principalmente o preço médio de uma refeição e o tipo de comida. Quando eu estiver andando por um lugar e quero comer, eu pego o meu mapa e estas anotações e decido se quero ir a algum dos restaurantes que anotei, ao invés de entrar em qualquer restaurante que me aparecer no caminho. As vezes tem várias opções e eu prefiro ir em algum que vi na rua e gostei, porém as vezes só tem lugar caro ou que não gostei por algum motivo e consulto meu mapa, pois pode ser que bem pertinho tenha algum outro que valha mais a pena.
  Começo então a preparar o roteiro. Como já pesquisei os pontos turísticos eu começo a agrupar por localização pelo mapa. Penso também o que dá tempo num mesmo dia. Tem locais que você vai usar o dia todo outros são de visita rápida e dá pra agrupar com outros lugares próximos. Separo então por dia de viagem o que acho que dá tempo de fazer. Em cada um desses dias de roteiro anoto do lado se é em lugares mais abertos que precisam de dias sem chuva e se o roteiro do dia tem restrição para dia da semana (ex: um ponto turístico que fecha no domingo). Depois durante a viagem eu vou escolhendo qual roteiro diário vou fazer baseado nestas informações. Por exemplo, na minha próximo viagem, o único dia que daria certo eu ir no vaticano seria dia 02 de maio de acordo com os horários de funcionamento (estarei lá de 29 a 03 de maio, dia 29 e 03 tenho vôo atrapalhando parte do dia, dia 30 é fechado porque é domingo e dia 1 é fechado porque é feriado). Se eu tivesse comprado o ingresso do Coliseu para esete dia eu acabaria perdendo o Vaticano. Então comprei o ingresso do Coliseu dia 30 e do vaticano dia 02. Ambas atrações ocupam o dia quase inteiro, então se eu comprasse errado perderia uma das duas.
  Definido isso, eu faço as compra de ingressos pela internet, principalmente de locais mais famosos com grandes filas. Não gosto de comprar muitos ingressos antes porque isso tira a flexibilidade do roteiro. Não consigo, por exemplo, trocar o dia de uma atração por estar chovendo e isso atrapalhar a visita. Fiquei bem na dúvida se compraria o ingresso para o Palácio de Versailles pela internet ou se deixava para comprar na hora. Se estiver chovendo complica muito a visita aos jardins do Palácio que são grande parte da atração. Porém, quando eu fui lá da última vez fiquei bastante tempo na fila e acabei achando que vale a pena por evitar esta fila. Vou correr o risco de algum mu tempo atrapalhar um pouco em troca de ganhar tempo evitando a fila.
  Anoto novamente no meu calendário os ingressos comprados comm data e hora. Faço então uma anotação nos roteiros diários quanto as datam que estes tem que ser feitos devido a esses ingressos.
  Lojas e restaurantes não costumo incluir no roteiro. Eles apenas ficam lá no meu mapa para caso eu tenha tempo ou queira esse tipo de informação em alguma região fica fácil consultar quando não tiver internet

Transporte

  Faço uma pesquisa mais longa e detalhada sobre transporte nas cidades que irei visitar e no traslado entre elas. Sempre quando vou chegar de avião, pesquiso quais as opções para ir do aeroporto até meu hotel. O mesmo para quando vou chegar de trem. Pesquiso tanto os preços como também anoto direitinho estas opções para consultar quando estiver lá. Pesquiso também os horários de funcionamento e confiro quais os disponíveis no horário que irei utilizar. 
  Consulto, além disso, como funciona a cidade. Se é perigoso andar por determinados lugares ou em determinados horários, se é uma cidade com muito trânsito e não vale a pena alugar carro ou se é uma cidade com transporte público complicado valendo mais a pena alugar carro.  
  Para a questão alugar carro, verifico além do preço do veículo, se é uma cidade em que só consigo estacionar em locais pagos ou se tem estacionamento público disponível, se meu hotel dá direito a estacionamento e se a cidade tem trânsito favorável. Levo em conta também onde irei retirar e devolver o carro e quanto isso irá custar em tempo e dinheiro. No custo do carro acrescento o custo de um aluguel de GPS ou de compra de um chip de celular com plano de internet, que será imprescindível p ara dirigir em qualquer lugar.
  Pesquiso como funciona o transporte público e levo tudo bem anotado. Com essa pesquisa já consigo definir se irei utilizar um ou outro tipo de transporte e não fico perdida quando chegar lá e ver muitas opções ou não entender as opções e acabar gastando mais por isso.

Estimar custos

  Começo a estimativa de custos pelos valores que irei gastar nos pontos turísticos. Como já havia pesquisado junto com os horários fica bem fácil e rápido. Também já havia reservado os hotéis e comprado os vôos. Vejo com muita atenção a política do hotel que reservei, se irei pagar no local em moeda local ou seu eles vão descontar direto no meu cartão de crédito, pois isso fará diferença na quantidade de dinheiro que irei comprar para levar.
  Vejo mais ou menos quanto custam as refeições na cidade. Para países que usam Euro fica em torno de 10 a 20 Euros. Estimo, por exemplo, que em Paris vou gastar 40 Euros por dia com refeições. Claro que depois coloco um pouco a mais de dinheiro para imprevistos.
  Somo os gastos que já tinha pesquisado com transportes, incluindo: transporte do aeroporto até a cidade e vice versa, transporte diário na cidade e transporte entre as cidades que irei conhecer.

Decidir tipo de roupas e bagagem

  Por último eu vejo como é o clima no local uma semana antes da viagem e também costumo olhar como é a média de temperatura nessa época do ano pelo site accuwether. Baseado nisso eu decido as roupas que irei levar. 

Comprar moeda local ou usar cartão de credito

  Quase sempre prefiro comprar aqui no Brasil moeda local equivalente às despesas de viagem. Caso chegue lá e queira gastar mais uso cartão de crédito. 

GPS e Internet

  Quando possível eu tento pesquisar como funciona para comprar um chip de celular no país que estarei. Em geral só consigo fazer esse tipo de pesquisa para capitais famosas. E decido pelo valor se vale a pena ou não. De qualquer forma, planejo a viagem como se não fosse ter internet o tempo todo, pois pode não dar certo o chip no celular.
  Se vou alugar um carro é imprescindível internet ou gps. Então eu tento comprar o chip e caso não dê certo ou eu não sei ainda se vai ou não dar certo, já alugo um carro com GPS.
  Quando fui pra Orlando, imprimi mapas e salvei no celular como chegar até umas três lojas que vendiam chip de celular. Chegando no aeroporto, tinha wifi grátis. Aproveitei e carreguei o GPS do celular com o caminho até lá. Aluguei o carro sem GPS e fui direto até a loja comprar o chip. Deu tudo certo, porém só deu certo porque cheguei num horário em que as lojas funcionavam.
  Quase sempre eu não alugo carro, porém o GPS também é importante quando se anda a pé e é muito perdida como eu. SEMPRE antes de sair do Brasil, quando tenho internet, carrego o mapa das cidades pra onde estou indo e salvo no aplicativo do google maps. Essa é uma função que pouca gente conhece mas ajuda muito. Basta digitar o nome da cidade na busca do google maps e então clicar no nome do destino na tela do mapa mesmo, na parte inferior da tela. Vai abrir uma aba com algumas opções, entre elas "fazer download". É importante que você selecione uma área de acordo com a capacidade do sistema salvar (mas ele te avisa claramente se for maior). Também é bom você dar um zoom em várias partes do mapa pra que ele carregue todas as ruas mesmo antes de salvar. Como mapa salvo, em qualquer momento, SEM INTERNET, eu consigo abrir o mapa e o gps do celular mostra onde eu estou no mapa. Isso ajuda muito!!!!

Acho que é isso!!! Levei um tempão pra escrever tudo e tenho certeza que esqueci várias coisas! Mesmo assim acho que já está bem completo! Espero que consiga ajudar alguém!










  

  

sábado, 10 de janeiro de 2015

Viajar no Natal e Ano Novo - Roupas para o Inverno Europeu

    Acabei de voltar de viagem, e fui, pelo segundo ano consecutivo, para a Europa nesta época de festas de fim de ano e pude perceber algumas particularidades de se viajar nesse feriado. 
  A primeira coisa é que para quem vai para o hemisfério norte será inverno. Faz toda a diferença viajar no verão ou no inverno nos países que estão mais longe do equador e, portanto, têm as estações do ano mais bem definidas do que o Brasil. Lógico que tem prós e contras, e para mim, o principal problema é a mala! Levar roupa de frio ocupa muito espaço e pesa! Além disso a gente fica com medo de passar frio e leva um monte de roupa que acaba nem usando tudo. E para quem não está acostumado com esse frio surge muita dúvida sobre a quantidade e o tipo de roupas.
  Sobre as roupas de frio, para o inverno europeu, eu acho que deve-se ter em mente que você vai precisar de um ou dois casacos pesados e usar vários dias o mesmo casaco. Acho importante também usar as roupas térmicas, que você encontra facilmente por lá e ajudam muito. Eu comprei roupas térmicas bem barato na loja Primark, em Londres, e depois delas quase não usei nada do que tinha levado do Brasil. 
  Na Primark também comprei meias beeeeem grossas que ajudam bastante. Manter os pés quentes é a parte mais difícil para mim. Levei uma bota da marca columbia, específica para usar na neve, ela é de borracha com solado grosso e impermeável, além de ser toda revestida. É importante comprar a bota um pouco maior do que o normal para caber as meias bem grossas, e desistir de escolher a bota pela beleza e pensar no conforto. Essa bota é muito confortável para andar o dia inteiro e quentinha. Da outra vez eu não tinha essa bota e usei um coturno normal, e posso dizer que a bota fez toda diferença!!! Fiquei muito mais aquecida e não sofri por causa dela!




  Casaco levei um daquele tipo doudoune, os mais famosos são da marca Uniqlo, eles são muito quentes, impermeáveis e quase não pesam nada e nem ocupam espaço. Outra coisa que desisti de escolher pela beleza para priorizar o conforto. Uma grande vantagem dele é que quando ele é levinha quase não ocupa espaço, ele vem num saquinho pequenininho. Levei também um sobretudo de lã bem pesado até o joelho. Esse sobretudo esquentava um pouco mais que o casaco doudoune, porém ele é muito mais pesado, e cansa mais. Parece bobeira mas andar com roupas pesadas cansa! Você carrega o casaco o dia inteiro! Senti falta de capuz no casaco, portanto se for comprar outro vou procurar com capuz. Se chover faz muita diferença, porque muitas vezes não da para usar guarda chuva por causa do vento.



  Usei muito também um casaco tipo fleece por baixo desse casaco doudoune, e também fez toda diferença. Uma loja que vende essas coisas no Brasil com preços acessíveis é a Decathlon. Esses casacos ou blusas fleece por baixo do casaco esquentam muito e também são leves, deixando uma maior mobilidade. 


  Eu comprei algumas meias tipo meia-calça grossa porém percebi que é muito melhor usar uma calça  por baixo, sem a parte que cobre o pé e no pé colocar uma meia. Os pés transpiram muito, é ruim ficar usando a mesma meia calça vários dias sem lavar, e é complicado comprar uma para cada dia ou lavar durante a viagem. Então, para mim, o melhor foi comprar algumas meias bem grossas, e usar essas calças específicas para esquentar por baixo da minha calça. 
  Outra coisa importante é levar calças não muito justas, de forma que seja possível colocar essas calcas térmicas por baixo sem ficar toda apertada e conseguir manter a mobilidade. Sempre procuro usar calças mais flexíveis em vez de jeans. Depois de tanta roupa fica difícil até de se mexer se tiverem muito apertadas.
  É muito importante um bom cachecol e gorro de lã de trama bem fechada, ou algum outro tecido grosso para que não passe o vento. É fácil de encontrar nos lugares de inverno rigoroso e não é caro, então acho que compensa comprar lá. Paguei 5 libras em um cachecol ótimo na Primark. Aprece bobagem, mas faz muita diferenca o gorro ser bem grosso para não entrar vento, o ideal para mim são os revestidos. O mesmo vale para luvas. As meias que levei daqui também nem usei, e também encontrei meias bem grossas na primar por 3 a 5 libras.


  Encontrei lá e comprei um luva de lã revestida com um tipo de pelúcia bem quentinha e que a ponta dos dedos era aberta mas tinha uma "tampinha"para cobrir os dedos. Parque quer usar o celular faz toda diferença. E ter esse revestimento esquenta muito mais!! Outra opção bem comum de encontrar por lá são as luvas com a pontinha dos dedos touch screen, também ajuda, ams não são tao quentes quanto essa revestida.



  Dessa vez usei um protetor auricular, ou sei la como chama isso e achei ótimo. Achei que esquenta muito mais a orelha do que gorro, que fica subindo, apesar de não cobrir toda a cabeça. Gostei muito.


  Uma coisa que quase não usei lá e acho que nem compensa levar é acessórios do tipo anel, pulseira, colar.... Usei só um brinco pequeno e escolha um que não enrosque nas roupas de lã! Atrapalha e irrita usar estas coisas junto com as roupas de frio, cachecol, gorro....
 É importante levar um bom hidratante facial, pois com o vento frio a pele fica parecendo queimada e ressecada. Um bom hidratante labial também é muito útil.
  Uma coisa que eu gosto também é o shampoo seco. Tem dias que não dá tempo de lavar o cabelo e é completamente inviável sair com o cabelo molhado, então para um dia de necessidade o shampoo seco quebra um galho!
 Outra coisa que incomoda é óculos! Para quem usa óculos e puder nesses dias da viagem trocar por lente de contato eu recomendo.
  Pode ser útil levar as roupas de frio num desses sacos a vácuo, ajuda a economizar espaço e normalmente as roupas de frio reduzem bem com o vácuo.
  Acho importante levar uma bolsa leve e pequena, dessas de colocar transpassada. Acredite, com esse monte de casaco fica complicado bolsa lateral, e evitar bolsar pesadas é super importante para aguentar andar bastante o dia inteiro. Além disso os bolsos do casaco dão uma boa ajuda, não sendo necessário uma bolsa grande.
  A última coisa é torcer para não chover!!! Pode estar muuuuuuito frio, mas com chuva piora tudo!!!
  

  


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Day Trip de Bruxelas: Ghent e Antuérpia

  Enquanto estava em Bruxelas, tinha as tardes livres e aproveitei algumas delas indo para cidades vizinhas! Claro que era melhor ter o dia inteiro, mas valeu MUITO a pena ir para Ghent e para a Antuérpia passar uma tarde. As duas cidades são relativamente pequenas, e incrivelmente charmosas. Ambas tem muitos prédios históricos, construída há muito tempo e que eles preservam até hoje, e as construções modernas não destoam muito do restante. Resultando em cidades que parecem cenário de filme, nem parece que dá para morar lá!
  Diferente das outras cidades que eu fui, para Ghent e para Antuérpia eu não planejei nada e não sabia nem o mapa da cidade, nem o que queria ver. Mas eu fui com meu amigo belga, e ele já conhecia as duas cidades, o que facilitou bem. Nas duas cidades aluguei bicicletas para facilitar e agilizar o transporte, afinal eu tinha uma única tarde.
   Eu já fui também para Brugges, na Bélgica, uma cidade medieval que é praticamente um museu e que é muito famosa, especialmente depois que apareceu em um filme. Tem um post no blog aqui para quem quiser ver. Brugges é bem linda! Mas é bem menor e não parece uma cidade de verdade. Já Ghent e Antuérpia são cidades mais reais apesar de ter toda a atmosfera antiga que tem em Brugges. 
  Para não ficar muito gigante esse post eu vou colocar a Atuérpia num post separado, porque tem muita foto.

Ghent

  Ghent é simplesmente incrível! Como pode uma cidade ser tão linda??? É daquelas cidades que você tira milhões de fotos e depois não quer apagar nenhuma porque tudo é muito lindo! E para selecionar para colocar aqui também foi bem difícil! Por isso que vai ter muita foto aqui!
  Pela cidade tem vários mapas em placas nas esquinas que fica fácil se localizar e achar onde você quer ir.
  No século XIII Ghent era a segunda maior cidade européia, hoje ainda é uma cidade importante da Bélgica, tem Universidade e é uma cidade bem agitada, com muitos bares, muitos jovens e parece ter uma vida noturna bem legal, mas eu não passei nenhuma noite lá.
  Logo chegando na cidade fui em um parque lindo!!! O parque chama CitadelparkPela cidade tem muita coisa cultural como  teatro, museu e exposições, tem muitos canais pela cidade e muitas construções lindíssimas, a maioria das coisa com estilo medieval.












  Tem uma grande praça que é cheia de barzinho e fica bem cheia de gente tomando cerveja e batendo papo, é perto da região universitária.


Prédio da Universidade
  Caminhando mais um pouco cheguei na parte histórica e turística da cidade e foi aí que me encantei completamente com ela! Igrejas, pontes, castelos, portais, tudo de pedra, tudo maravilhoso!!!




















  E aí, quando eu achava que já amei demais a cidade e não dava mais para melhorar, me deparo com este canal, e na beira dele esses predinhos lindos que são quase todos bares e restaurantes e Muita gente sentada na beira do canal comendo e tomando cerveja! Fomos até um supermercado próximo e compramos cerveja e salgadinhos e fomos também comer na beira do canal com essa vista maravilhosa!! Foi o máximo!!! Ah, uma coisa boa é que como era bem frio a cerveja não esquenta!!!



















sexta-feira, 18 de julho de 2014

Day trip de Bruxelas: Lille e Maastricht

  Conforme já contei, fiquei um tempo maior em Bruxelas e aí consegui fazer algumas "Day Trips", ou seja, ir para algumas cidades próximas e voltar no mesmo dia. Foi uma cidade na França, uma na Holanda e duas na Bélgica. Todas elas valeram a pena, é muito fácil viajar de trem por lá, podendo comprar o bilhete na hora facilita muito. Tudo muito fácil.
  Me surpreendi muito pelo charme dessas cidades menores e não tão famosas como as capitais. Além disso, elas tem muita coisa para ver, muitos museus, teatros, praças e muita coisa para ver. Isso me fez perceber que as cidades são muito bem cuidadas e que os europeus investem muito em cultura.

Lille- França
  Em Lille, andei muito de bicicleta, naquele esquema de bicicletas como meio de transporte, que são alugadas de postos públicos na rua (vou fazer um post só disso). Valeu muito a pena pra conhecer muito da cidade em pouco tempo e de maneira bem divertida.

Posto de Bicicleta

  A estação de trem por onde cheguei é linda, e muito organizada. O que causou um boa impressão logo de início, que foi mantida durante todo o dia na cidade. Me encantei com Lille!
Estação de Lille
Estação de trem de Lille

Ópera de Lille


  Na hora do almoço entrei num restaurante que estava pelo caminho, chamava "El Riadh"parecia ser turco, ou árabe, algo assim. Adorei o restaurante, tinha comida muito boa, pratos bem grandes e barato.

Frango com molho de cogumelos, batata frita, salda e arroz marroquino
Gratin de peixe




  Lille tem muita coisa para ver, e no dia que eu fui o Palais de Beaux-Arts de Lille estava com entrada gratuita, achei bem legal, porque aí você não fica com aquele sentimento de que como pagou tem que ver tudo, então dei uma passada rápida parando só no que mais me interessava. Fiquei surpresa com a quantidade de quadros de artistas muito famosos, e olha que eu não entendo nada de arte, e portanto não conheço quase nenhum!

Palais de Beaux-Arts de Lille
  Uma região linda da cidade é a do Citadelle de lille, que também tem o zoológico de Lille, e são vários parques juntos. Adorei caminhar por lá. Especialmente numa parte que parece ser um parque mais antigo, com construções de pedra e labirintos muito bonitos.









  Passear pela cidade vendo as praças, monumentos e arquitetura em geral também foi bem legal, e tive a sorte de um dia sem chuvas para atrapalhar esses passeios ao ar livre.






  Descobri que Lille também tem Igreja de Notre Dame, e mais que isso, descobri o que é Notre Dame! Parece idiota pra quem sabe, mas eu não fazia idéia que "Notre Dame" é o mesmo que Nossa Senhora!!! Eu nunca tinha me tocado disso. Meu amigo falou: Essa é a Notre Dame, eu me espantei e falei que pensei que só tinha em Paris e aí ele me explicou  que muitas cidades tem a igreja de Notre Dame, que é a igreja de Nossa senhora, Maria, ou seja, super comum!

Notre Dame de Lille



Praça central de Lille

Praça central de Lille











Maastricht - Holanda

  Resolvi ir passar o fim de semana em algum lugar fora de Bruxelas. A primeira opção era colônia, ou Koln na Alemanha, porém descobri que estava tudo lotado, era carnaval!!! Primeira coisa que eu pensei, carnaval no Brasil, mas na Europa nem preciso me preocupar com isso! Estava muit oenganada! Koln é famosa pelo carnaval e o tudo ficava mais caro, passagens de trem caras e difícil achar vagas e hotéis lotados. Foi então que fiz a mudança de planos e resolvi ir no sábado para Lille e Domingo para Maastricht, uma cidade no interior da Holanda, próxima à fronteira com a Bélgica. 
  E aí outra surpresa, Maastricht também tem um carnaval famoso!!!! Achei ótimo para ver como é o carnaval europeu! Lógico que é muito diferente do brasileiro! A começar pelo clima! Super frio, fazia uns 4 graus nesse dia, em certo momento caiu até um gelinho do céu, uma coisa muito engraçada, não era granizo como no Brasil, que vem com chuva forte. Começou a chover bem fininho e de repente parou de chover e caiu esses gelinhos bem pequenos. Tipo um ensaio para que eu visse neve! Mas não foi dessa vez ainda!


  Chegando em Masstricht, assim como em Lille achei a estação de trem linda. Ela estava toda decorada pro carnaval e já no trem encontrei várias pessoas com fantasias. Nada a ver com as fantasias brasileiras, na verdade o oposto! roupas enormes que cobrem todo o corpo, afinal é inverno! As duas roupas mais comuns e engraçadas que vi por lá parecendo típicas do carnaval deles eram muito engraçadas. A primeira um macacão tipo de bebê, daqueles que cobrem todo o pé, e todo o corpo, mas de um material que parece pelúcia, imitando bichos!!!! Tinha gente vestida de onça, de zebra, de tigre, de tudo!!! A outra roupa bem comum era um casaco todo de pelinhos, que iam até o pé, com cores néon. Vários homens com casaco rosa néon, verde e laranja. Fora isso tinha as pessoas que estavam em desfiles de comunidades que eram mais tradicionais, parecendo roupas de fanfarra, com um leve ar militar, mas bem coloridas.
Estação de Trem











  Fora o carnaval, a cidade é bem interessante. Tem uma universidade enorme, e bem famosa, tem muitos pontos turísticos bonitos, parques lindos e a arquitetura bem diferente de Lille e das outras cidades que fui. Engraçado como mesmo tão perto cada país mantém sua identidade. Acho que Maastricht foi mais interessante do que Lille, com mais coisas diferentes para ver e mais bonita. Deu para perceber pelo tanto de fotos!!! Além disso foi muito fácil de andar por lá porque a cidade é pequena e tudo é meio perto. Fiz tudo a pé, e deu tempo de ver tudo em um dia só. 


















  Uma das atrações da cidade é uma antiga igreja onde hoje funciona uma livraria. É enorme, linda e muito interessante o fato de ter sido uma igreja no passado!

Livraria numa antiga igreja